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JORNAL A TARDE DENUNCIA GATO EM HOTEL DE ILHEUS


O jornal A TARDE, de Salvador, publica em sua edição desta quarta-feira, 30, a acusação da Embasa contra o hotel Jardim Atlântico, de Ilhéus, por furto de água. A notícia foi divulgada neste site, na última segunda.Leia a matéria de A TARDE, produzida pela repórter Ana Cristina Oliveira:
O empresário Raimundo Jerônimo Machado Dias Júnior, proprietário do Hotel Jardim Atlântico, um empreendimento três estrelas localizado na Praia do Sul, em Ilhéus (a 465 km de Salvador), foi detido e indiciado em inquérito policial por furto de água. A Embasa acusou o empresário de ter realizado uma ligação clandestina para o hotel, ação conhecida como “gato”.Segundo a denúncia, a ligação foi feita a partir da rede geral que passa na rua, com canos de 60 milímetros, usados por empreendimentos de alto consumo e que permitem um gasto três vezes superior ao de imóveis residenciais.“O empresário não foi preso em flagrante, porque o laudo pericial, que seria a prova material do crime, não ficou pronto, mas ele já está indiciado e foi liberado sem pagar fiança”, explicou a delegada titular da delegacia de Furtos e Roubos, Andréa Oliveira.ESPERA – A delegada disse que está aguardando, além do laudo pericial, o depoimento de dois engenheiros que trabalharam na construção de uma estação de tratamento do hotel, para fechar o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público. “A tubulação que saía do hotel para a encanação da rua com um registro pelo qual o hotel tinha acesso ao fluxo de água não deixa dúvida sobre o crime”, completou.A polícia suspeita que o furto de água estava ocorrendo há mais de um ano. O gerente do escritório regional da Embasa em Ilhéus, Paulo Henrique Costa Oliveira, disse que ainda não calculou o volume de água furtado e nem o valor do prejuízo, mas conta que a empresa foi alertada por alguns indícios. “Se o usuário não está viajando ou o imóvel não está fechado, o primeiro indício de “gato” é a baixa muito brusca da média de consumo”, explicou.EMENDA – Técnicos da Embasa contaram que chegaram a flagrar uma tubulação que saía pelo portão do fundo do hotel, mas o cano estava bloqueado. “Isso era um forte indício, mas não prova concreta da fraude”, disse Oliveira.Ele afirma que a construção da estação de tratamento foi uma forma de disfarçar o “gato”, mas ela não produzia volume de água suficiente para a demanda do hotel, que estava com a água cortada há cerca de um ano por falta de pagamento.Após uma denúncia anônima, os técnicos voltaram ao hotel e afirmam ter constatado a ligação clandestina. “A puxada clandestina foi bem feita, profunda, mas uma emenda grosseira na calçada denunciou a fraude”, relata Oliveira. O prédio onde funciona o hotel ficou ficou sem fornecimento de água por mais de dez anos. Há três, foi adquirido pelo empresário Raimundo Jerônimo Machado Dias Júnior.CORTE – Há um ano, aconteceu um novo corte no fornecimento.Segundo o gerente da Embasa, Paulo Henrique Oliveira, têm sido registrado de 40 a 50 “gatos” por mês em Ilhéus. O prejuízo, de acordo com Oliveira, depende do porte do imóvel, mas o gasto médio de uma família com cinco pessoas é de 35 a 40 metros cúbicos de água.Na delegacia, o empresário Raimundo Jerônimo Machado Dias Júnior negou o crime, argumentando que comprou o hotel há um ano e meio e nunca teve água da Embasa. Ele diz ter investido R$ 60 mil na construção de uma estação de tratamento de água com três poços artesianos.“Tenho uma vazão de sete mil litros por hora, que é muito mais do que o hotel precisa”, disse. O Jardim Atlântico tem 55 apartamentos, piscina, área de lazer e quadras esportivas.Dias Júnior afirma que está sendo vítima de uma armação para desmoralizar um empreendimento que voltou a funcionar e está dando certo. “Tentaram forjar um flagrante que não deu certo, porque não havia laudo conclusivo”, diz ele. Segundo o empresário, o “gato” encontrado é antigo. “Ninguém tem prova de que a água estava caindo no tanque do hotel. Vou entrar com uma ação por danos morais”.